sexta-feira, 24 de junho de 2016

SAL SAÚDE


SAL: INGERIR OU NÃO INGERIR? VILÃO OU HERÓI?


Com o uso dos termos “sal”, “sódio”, “pressão alta” e “hipertensão” é possível encontrar 17.090 artigos publicados, entre 1966 e 2001, em sites especializados na internet (MEDLINE)1. Isso mostra a complexidade em resumir e oferecer uma versão diferenciada sobre o assunto e seu papel na saúde humana.

Este artigo não representa uma recomendação médica. Favor conversar com seu médico e/ ou nutricionista antes de tomar qualquer decisão de como irá usar o sal em sua alimentação. Aqui temos um paradigma que, a princípio, pode ser chocante. Minha contribuição é a de mostrar o que está disponível na literatura, defendendo outro ponto de vista.

A recomendação para uma dieta baixa em sal (hipossódica) vem sendo uma constante como abordagem coadjuvante no tratamento da hipertensão. Por outro lado, os japoneses – os maiores consumidores de sal do mundo – também são considerados um dos povos mais saudáveis, apesar de estarem em desacordo com as recomendações sobre o uso parcimonioso do sal na dieta2.

Historicamente, esse componente revela sua importância, sendo citado, com destaque, nas escrituras do cristianismo, judaísmo e islamismo. Jesus, por exemplo, referia-se aos seus seguidores como o “sal da terra”, homenageando sua presença na dieta humana. Além disso, existem 32 citações sobre o sal na Bíblia. No Judaísmo, por sua vez, o pão de Shabat (Chalá) é mergulhado no sal como símbolo da preservação do acordo com Deus, enquanto Maomé, no Alcorão, descreve as quatro dádivas enviadas por Deus: o ferro, o fogo, a água e o sal.

Para os hebreus, chineses, gregos e romanos, o sal era valorizado tanto ou até mais do que o ouro. Curiosamente, a palavra salário foi originada do pagamento para os soldados romanos com sal (Solarium Argentums), que há 5.000 anos era uma das mercadorias mais negociadas na China. Antes da existência de refrigeradores, aliás, o sal era o meio de conservação de alimentos mais utilizado.


Todos os aspectos que caracterizam o sal não foram menosprezados pela medicina. Hipócrates (460-370 a.C.) reconhecia o poder curativo da substância. Paracelso (1493-1541 d.C.), certa vez, declarou: “O ser humano necessita de sal. Ele não pode viver sem sal. Onde não houver sal, nada permanecerá, tudo irá se deteriorar”.

Atualmente, é fácil entender o significado da frase de Paracelso. Basta lembrar que uma simples solução fisiológica de sal (soro fisiológico) é capaz de salvar vidas, sendo um tratamento muito útil, especialmente nas situações de emergência.

Assim como oxigênio e água, portanto, não existe vida sem sal. Esses três elementos são a parte mínima necessária para que a energia vital se manifeste. Elefantes, búfalos e hienas são sabiamente famosos por se deslocarem, sem importar a distância, à procura do sal para ingestão. No Quênia, não é difícil encontrar elefantes arriscando suas próprias vidas em busca de depósitos de sal no interior de minas3.


Entre os humanos, sua importância jamais foi desprezada. A Inglaterra financiava sua colonização na Índia cobrando um imposto sobre o sal consumido. Isso fez com que, na década de 1930, Mahatma Gandhi organizasse protestos contra a cobrança de taxas muito altas, o que resultou na libertação do colonialismo no país.
Durante a guerra civil americana, o Norte limitou a disponibilidade de sal para o Sul, contribuindo sobremaneira para que o resultado da guerra fosse favorável ao Norte.

No entanto, se perguntarmos hoje a qualquer pessoa na rua, ou mesmo para a maioria dos médicos, sobre a importância do sal, certamente, o consenso é de que ele é prejudicial à saúde. Por estar associado ao aumento da pressão arterial, o sal é recomendado em baixíssimas doses na dieta (hipossódica) por quase a totalidade dos profissionais de saúde.

É nesse momento que dou início ao questionamento deste artigo – sendo tão importante no passado, é possível agora afirmar que uma dieta com baixo consumo de sal previne e/ou contribui no tratamento da hipertensão e de outras patologias (doenças)?

Os estudos que afirmam que o aumento na ingestão de sal provoca a elevação da pressão arterial foram realizados em animais, utilizando de 10 a 20 vezes a mais que as doses recomendadas e isso foi feito com sal refinado (não integral). Esses resultados foram transportados para a espécie humana.


Em 1979, o governo americano emitiu um relatório em que dizia que a pressão alta era causada pela ingestão excessiva de sal, sendo, portanto, necessário adotar uma dieta de baixo consumo para combatê-la (U.S. DEPT. OF HEALTH, EDUCATION AND WELFARE. HEALTHY PEOPLE: SURGEON GENERAL’S REPORT ON HEALTH PROMOTION AND DISEASE PREVENTION, 1979).

A pesquisa mais significativa nessa área foi a Intersalt Trial, que contou com a participação de 10 mil indivíduos de 52 centros, em 39 países. Somente em quatro desses 52 centros ficou evidente que sal contribuía para a elevação da pressão arterial- representados por dois no Brasil, formados por índios Yanomami e Xingu – e dois em Papua-Nova Guiné.

Por terem várias características peculiares, esses povos possibilitaram estabelecer uma correlação significativa. Depois de concluída, a pesquisa registrou que uma redução drástica na ingestão de sal resultou em uma diminuição mínima de 3-6mmHg na pressão sistólica e 0,3mmHg na pressão diastólica4.

O sistema de informações Cochrane – que concentra os principais dados médicos do mundo, em uma única plataforma – analisou 57 ensaios clínicos sobre dieta baixa em sal (hipossódica), em um período de 25 anos. Nesse caso, o efeito hipotensivo foi de 1,27mmHg para a pressão sistólica e 0,54mmHg para a pressão diastólica. Isso significa que uma pressão arterial de 180 mmHg (18cm) de sistólica e 95mmHg (95cm) de diastólica, com a dieta baixa em sal, foi para 178,73mmHg (17,9cm) de sistólica e 94,95 mmHg (9,49cm) de diastólica5.

Um resultado não muito expressivo, não é verdade?


O estudo The National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) é conduzido pelo departamento de agricultura americana a cada década, com o objetivo de avaliar a dieta dos americanos e quais suas consequências para a saúde. Tanto no NHANES I6 quanto no NHANES II7 houve uma redução na mortalidade cardiovascular entre os indivíduos em que a ingestão de sal era superior. O maior risco de morte encontrava-se entre os que ingeriam menos que 2.300 mg/dia7. Até o momento, essas são consideradas as duas maiores pesquisas realizadas sobre os efeitos deletérios de uma dieta hipossódica.

Em um recente estudo europeu – sobre o consumo de sódio e excreção urinária – foi avaliado o efeito do sal na pressão arterial e na mortalidade. Essa análise envolveu 3.681 indivíduos, sendo que 2.096 eram normotensos, ou seja, tinham pressão arterial normal. Os pesquisadores concluíram que o baixo consumo de sódio foi associado com uma maior mortalidade cardiovascular8.


Diabéticos também não são beneficiados pelas dietas hipossódicas. Pelo contrário. Nesses casos, nota-se um aumento de mortes tanto cardiovascular, quanto por todas outras causas9. Além disso, o baixo consumo de sal causa deficiência de magnésio, cálcio, potássio e vitaminas do grupo B10.

Magnésio e potássio, por sinal, são conhecidos pela sua ação anti-hipertensiva. O estudo NHANES, por exemplo, mostrou que a baixa ingestão de magnésio, potássio e cálcio está diretamente associada com níveis de pressão elevados. Por isso, é impossível tratar um paciente hipertenso que se apresenta com hipomagnesemia (deficiência de magnésio) simplesmente administrando magnésio e haverá um efeito hipotensivo 11.


Se o sal é tão necessário ao organismo, por que existe essa recomendação contra seu uso nos alimentos? Esse é tema que falta discutir: há alguma vantagem terapêutica no uso do sal e principalmente do sal integral (não refinado) na prevenção e tratamento de doenças?

Minha resposta é sim! Existe uma razão para o uso do sal na nossa alimentação e sobretudo uma grande diferença entre o sal refinado (NaCl, sal de mesa) e o sal integral. No primeiro, a composição de sódio (Na) e cloreto (Cl) é maior do que a do sal integral, além de contar com a presença de substâncias químicas (branqueadores) usadas para remover as “impurezas” e deixar somente NaCl. Essas substâncias nocivas são: ferrocianeto de alumínio, citrato de amônia, silicato de alumínio, ácido sulfúrico e dextrose (glicose-açúcar refinado).

A “purificação” – retirada de minerais oligoelementos ou micro-minerais essenciais para o organismo – faz com que a durabilidade do sal na gôndola dos supermercados seja maior. Como é do conhecimento médico, os minerais são alcalinizantes (capazes de controlar a acidez no organismo). Sua deficiência – ou mesmo a presença uma doença crônica – provoca acidose metabólica (acidez no sangue).


Diferentemente do refinado, o sal integral (não refinado) não passa pelo processo de “purificação”, mantendo sua composição com cerca de 80 minerais e elementos, todos naturais e essenciais para o organismo. Além de conter menos sódio e cloreto, a versão integral conta com muitos oligoelementos, necessários à manutenção da homeostase (equilíbrio fisiológico), que corresponde à capacidade de o organismo apresentar uma situação físico-química característica e constante, mesmo diante de alterações no meio ambiente.


As dietas atuais, infelizmente, têm colaborado para que muitas pessoas fiquem em um estado de deficiência mineral, o que torna muito difícil, quase impossível, se livrar de uma doença crônica caso a acidez metabólica não seja apropriadamente corrigida, incluindo a hipertensão (pressão alta).


Em seu livro Salt – you way to health, o Dr. David Brownstein relata um experimento interessante, feito por sua filha Jessy Brownstein. Ao usar duas meia xícaras de água mineral (com pH 6,4) – colocando em uma delas uma colher de chá de sal refinado e na outra uma colher de chá de sal integral –, ela observou que na primeira meia xícara (sal refinado) o pH diminuiu para 6,0, enquanto que na segunda meia xícara (sal integral – sal do mar céltico) o pH aumentou para 6,8.


Sabendo-se que o pH é expresso em uma escala logarítmica, o que houve, na realidade, foi um aumento de oito vezes no potencial hidrogeniônico (pH 6,0 vs. pH 6,8) entre a diluição do sal refinado e do sal integral. Isso, portanto, comprova que o sal integral pode ser um nutriente importante na prevenção e tratamento da acidose metabólica.

O sal refinado (38% de sódio e 60% de cloreto) ou integral (33% de sódio e 50% de cloreto) tem uma função fisiológica fundamental no funcionamento apropriado do organismo. Uma dieta baixa em sal (hipossódica) acarreta uma série de efeitos metabólicos indesejáveis, como a maior liberação de renina, angiotensina, aldostesterona, noradrenalina e insulina, substâncias essas que podem trazer consequências deletérias 12-13. Segundo o Dr. Brownstein: “o sal integral é capaz de otimizar os sistemas imune e endócrino. É impossível ter um sistema imune funcional na presença de deficiência de sal”.

A elevação de colesterol e LDL-colesterol tem sido associada a eventos cardiovasculares adversos, incluindo o acidente vascular cerebral (derrame) e o infarto do miocárdio. Uma dieta baixa em sal, segundo pesquisa, pode causar um aumento significativo (>10%) no colesterol e no LDL colesterol14. Por outro lado, a baixa ingestão de sal aumenta a resistência insulínica e, consequentemente, um aumento nos níveis de insulina e portanto um aumento na predisposição ao diabetes12.

Quando está em baixa no organismo, a deficiência do sal é capaz de aumentar em 400% o risco de infarto do miocárdio, de acordo com dados da pesquisa MRFIT, feita com 361.662 homens15. Em outro estudo, 2.937 indivíduos hipertensos foram avaliados conforme sua ingestão de sal. Os com baixa ingestão de sal apresentaram um aumento de 430% no risco de infarto do miocárdio, em comparação aos que consumiam sal sem nenhuma restrição6.

A habilidade dos rins em eliminar o sódio está relacionada com o sistema renina-angiotensina-aldosterona, que regula a excreção e a absorção de sódio nos rins, suor e trato digestório. A insulina, por sua vez, é o hormônio que envia o comando para os rins, com a finalidade de reabsorver sódio16.


Portanto, quando as pessoas são submetidas a uma dieta baixa em carboidratos, elas eliminam mais fluidos do que o normal. O aumento de carboidratos na dieta eleva os níveis de insulina e eleva a retenção de sódio. Uma dieta baixa em sal gera um aumento de insulina e da resistência insulínica com retenção de sódio e fluidos17. Esse talvez seja o motivo da dieta hipossódica estar associada a um aumento de mortalidade em pacientes diabéticos9.

O sal, curiosamente, é um agente importante na destoxificação do corpo, especialmente nos casos de toxicidade relacionada ao bromo, que pode causar desde delírios até quadro clínico de esquizofrenia18. O bromo é um elemento indesejável para a fisiologia humana.

O bromo e o cloreto competem pela excreção renal. Portanto, quando ocorre uma diminuição de cloreto no organismo, como no caso de uma dieta hipossódica, haverá concomitantemente uma maior absorção de bromo nos rins e, com isso, um aumento da vida média do bromo no sangue.

Estudos feitos em ratos têm demonstrado que uma dieta hipossódica pode aumentar a vida média do bromo no sangue em até 733% (de três para 25 dias)19. Isso, certamente, interferirá na funcionalidade tireoidiana, levando a um quadro clínico de hipotireoidismo.


Diante de todas essas informações, as conclusões pragmáticas dessa avaliação correspondem a:

  • Os sais não são iguais. O sal integral tem um poder alcalinizante oito vezes superior ao sal de mesa e aproximadamente 80 minerais importantes para a fisiologia humana;
  • A redução do sal na dieta afeta quase nada os níveis pressóricos e não constitui uma abordagem terapêutica muito útil no tratamento da pressão alta;
  • Dieta baixa em sal leva a um aumento indesejável da resistência insulínica e a um aumento significativo de colesterol e LDL-colesterol;
  • Reduzir a ingestão de sal na dieta não é a solução e tudo indica que pode causar problemas adicionais de saúde;
  • O sal é um agente destoxificante que contribui para o bom funcionamento corporal e manutenção da homeostase;
  • Assim como o oxigênio e a água, o sal é essencial à vida. Devemos ter cuidado para não criar um quadro de hiponatremia (deficiência de sódio), utilizando uma dieta muito baixa em sal.

A decisão de como proceder daqui por diante está em suas mãos. Lembre-se sempre de consultar seu médico e/ ou nutricionista antes de mudar seus hábitos alimentares. Recomendo que leve um impresso deste artigo.

Um pensamento para reflexão:

Lembre-se de que uma uva uma vez madura, não volta a ser verde!

Dr. Lair Ribeiro     Cardiologista/Nutrólogo


REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS
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Dr. Lair Ribeiro — Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
Tel. 0-55-11-3889.0038





by  Solrac

LEITE





A seguir, o texto sobre o mito do leite pelo 
Dr. Victor Sorrentino - Porto Alegre/RS:


Bem amigos, depois de muito ponderar sobre a decisão de divulgar ou não todas as informações que tenho através de estudos, a respeito do leite de vaca ou não, decidi escrever hoje. Não adianta, sou idealista, continuo acreditando em um mundo melhor e que tenho compromisso com a verdade. Escolhi uma área em que desonestidade pode causar a morte, corrupção significa crime contra a vida, portanto vai ser difícil alguém me fazer desistir de colocar as verdades na mesa, não faz parte de meu caráter com toda certeza.



Acredito que os que me acompanham já sabem como sou. Para os que ainda não me conhecem e podem associar meu nome (devido ao sobrenome) unicamente com cirurgia plástica, gostaria que soubessem que este foi meu primeiro direcionamento e fiz 2 anos de especialização em cirurgia geral, depois mais 3 anos de especialização em cirurgia plástica (ambos no Hospital de Santa Casa do Rio de Janeiro), ainda destino 80% do meu tempo na Clínica para cirurgia Plástica, mas fui buscar algo além disso. Algo que explicasse o porque de uma mesma pessoa que operamos e melhora sensivelmente sua auto-estima e porque não dizer sua beleza, com o passar do tempo deve continuar envelhecendo progressivamente, perdendo a qualidade da pele, músculos e tecidos corporais, mesmo mantendo os cuidados tradicionais a que estamos acostumados a entender como verdades e ficando literalmente de mãos atadas.


Foi aí que encontrei na Anti-Aging Medicine as respostas e que nada mais é do que realizar um programa preventivo de saúde, compreendendo que não precisamos sofrer com a queda de nosso metabolismo, mas podemos buscar reestabelecer uma aceleração metabólica que seja favorável e saudável ao nosso corpo sem riscos e atenuando os danos deste processo de envelhecimento. Para tal, a prática de atividades físicas associado a nutrigenética e a modulação hormonal bioidêntica são o caminho e é por isso que tudo que tange estes temas são profundamente estudados e criteriosamente avaliados afim de otimizar a relação entre os mesmos.



E quando mergulhamos no universo da nutrigenética (a ciência que estuda a influência dos nutrientes sobre a expressão gênica do indivíduo), é indispensável que procuremos encontrar quais são aqueles alimentos que têm poder de cura e quais os que causam doenças. Fato infelizmente ignorado durante séculos na medicina moderna, apesar de ser prática milenar, ter mais de 5.000 anos pela medicina chinesa. Ora, indispensável porque está mais do que óbvio que se o mundo está engordando e adoecendo cada vez mais, e a genética do ser humano é a mesma desde que o homem é homem, o real culpado por estas alterações não é a genética, mas sim o meio ambiente e tudo aquilo que a pessoa irá fazer durante a vida e determinará em última instância sua saúde ou doença.



Costumo dar um exemplo claro e simples de duas irmãs gêmeas univitelinas. Uma pode vir a ser obesa, diabética, hipertensa, falecer aos 50 anos por infarto. A outra pode viver tranquilamente até os seus 90 anos sem apresentar nenhuma destas doenças. O que se sucedeu para que as duas, mesmo com exatamente a mesma genética, tivessem vidas e destinos tão distintos? Ora, como eu já escrevi, se a culpada não é a genética uma vez que neste caso inclusive é idêntica, uma das primeiras coisas que influenciou suas vidas foi exatamente a alimentação e é por isso que a ciência tem descoberto diariamente os detalhes por trás disto. São estudos diários e que não têm nem tempo de serem incluídos em livros médicos pela velocidade com que são divulgados e por isso, infelizmente só chegam ao saber público estatisticamente cerca de 17 anos depois de sua aceitação ao meio científico (dados de estudo publicado no ano de 2011 nos Estados Unidos).


E existem alimentos que viraram vilões sem nunca terem sido, ao passo que outros mocinhos também sem nunca terem sido. 
No momento em que o médico “entra de cabeça” nesta área, percebe como eu percebi, que é absolutamente simples de entender o porque de tanta doença: a orientação que a população tem é completamente equivocada e de forma absurda diariamente praticada por profissionais de saúde, divulgada em meios de comunicação e etc...



Para aquele que está imerso neste universo da nutrigenética, a realidade parece resultado de uma brincadeira de “telefone sem fio”, onde um supõe uma teoria, passa adiante a posteriormente se segue uma série de modificações e vertentes para uma informação já errada, que vira uma “bola de neve”, a partir daí cria-se um paradigma e aí meus amigos, para conseguir mudar isto na cabeça de um profissional que alicerçou TODA sua vida acadêmica e de consultório sobre infelizmente uma mentira, é praticamente impossível. Noto que muitos preferem nem ter a informação à ter que reestudar tudo novamente e ter a humildade de reconhecer que errou, faz parte do ser humano e o mais importante seria a partir daí, ter a atitude de mudar. Mudar porque o erro na saúde pode custar a vida das pessoas, então a partir do momento em que se tem a informação correta, já não vira uma opção, mas sim uma obrigação. 



E aí, será que vale a pena mesmo saber uma verdade que vai de encontro com tudo aquilo que você julgava ser uma verdade absoluta? Eu tenho certeza que sim e espero que vocês sejam todos meus aliados divulgando estes textos para dar oportunidade ao máximo de pessoas possível de conhecerem as verdades e se beneficiarem delas.


Bem, depois desta reflexão, vamos ao tema que será com toda certeza "chocante", mas acho que segurei demais esta informação, sabendo que será polêmica, apensar de não ter motivos, uma vez que contra estudos científicos atuais sérios e indexados em revistas internacionais médicas, sem patrocínio da iniciativa privada, não há espaço para achismo ou contestações. O resultado é divulgado e quem quiser usará com sabedoria, ao passo que aquele que não quiser, não usará.



Já reforço aqui o que sempre digo: o que colocarei no artigo é resultado de uma pesquisa que me tomou tempo, dinheiro e muita dedicação, portanto por favor não quero comentários de ciências ocultas ou obsoletas aqui. Para que alguém tenha o conhecimento que possa contrapor, terá que demonstrar que tudo isso que será apresentado, é superado pelo benefício que este alimento proporciona. E vocês verão que é difícil meus amigos, na realidade impossível...


O leite de vaca é tradicionalmente um alimento relacionado pelas pessoas com saúde. Por outro lado, o fato do ser humano ser o único animal a consumir leite (e de outra espécie) na vida adulta, nunca conseguiu ser respondido com clareza.

Na realidade, existe todo um aspecto psicossocial por trás do leite de vaca, devido à importância e significado do aleitamento materno, mas as facilidades na obtenção através da vaca e a mudança progressiva na vida das mulheres inseridas no mercado de trabalho, obviamente aliados a um imenso esforço da indústria do leite, foram determinantes historicamente na criação do “Mito do Leite”.

Eu mesmo cresci ouvindo que deveria ingerir o máximo de leite possível para que meus ossos fossem fortes e me penalizava por não ter aquele gosto por este alimento. APRENDI NA UNIVERSIDADE QUE O LEITE ERA UM ALIMENTO INDISPENSÁVEL À SAÚDE HUMANA INCLUSIVE! Senti exatamente o que todos deveriam sentir, quer dizer, a não aceitação progressiva do mesmo pelo meu organismo. Hoje agradeço muito por ter respeitado meu corpo e ter instintivamente poupado o mesmo de tudo que citarei a vocês a seguir.



Bom, atendo muitas pessoas também da terceira idade e sei que para estas a mensagem é incrivelmente mais difícil; compreendo, pois o leite vendido na época deles era outro, bem diferente do que comercializado na atualidade. Entretanto uma coisa é verdade e digo a eles, o Leite NUNCA foi uma boa opção de alimento, por mais que esta informação doa, cause estranheza, e para mim é muito fácil de provar a qualquer pessoa, não porque eu sou o dono da verdade, mas porque os estudos estão todos disponíveis a quem se dedica a procurar e estudar a fundo este assunto.
Queridos leitores, vocês verão que grande parte dos estudos são atuais, mas existem outros importantes já antigos e sempre estiveram disponíveis. Triste, porque quando não há interesse comercial por trás dos estudos, a informação não se propaga. Quero explicar aqui aos que não são da área médica, que toda vez que vocês lerem um resumo de um estudo, com nomes e números abaixo, é uma forma habitual na área médica de dar a referência do estudo científico, mostrando onde foi encontrado e publicado. Sei que não havia necessidade, mas vou ter o cuidado de colocar e de certa forma "dar de mão beijada" tudo isso, para que não tenha que ouvir posteriormente nenhum profissional desinformado ou mal intencionado contestando as informações. E quero salientar que não estou ganhando nada com isto, bem pelo contrário, quebrando um paradigma ainda me exponho a este tipo de profissional que pode se sentir ofendido infelizmente, ao invés de compreender que está aqui uma chance simples de atualização sem esforço algum!


LEITE DE ANTIGAMENTE x LEITE ATUAL


Vocês sabem que o mercado é cada vez mais competitivo, então uma vaca que não está dando leite é sinônimo de prejuízo. Qual o artifício usado, as vacas são “moduladas” com HBG (hormônio da gravidez) para que ela possa produzir mais leite e ininterruptamente. Resultado da "brincadeira":

à Atualmente as vacas leiteiras vivem apenas 6 em vez de 20 anos e a produção de leite, comparada com há 50 anos, aumentou em 250%. Só por aí já devemos imaginar que algo está intoxicando as vacas não é mesmo?


Pois é, mas isto é apenas o comecinho. O Leite de hoje também passa por um processo de pasteurização na tentativa de que sejam removidas as bactérias e microorganismos, portanto um dos benefícios que o leite poderia nos proporcionar, para melhorar nossa flora intestinal, vai se embora ali também... Para que vocês compreendam, uma das novidades da medicina para combater e prevenir inclusive o câncer, é o uso de combinações específicas de pré e pró-bióticos, que nada mais são do que fibras e microorganismos que vivem em nossa flora intestinal e determinam boa parte de nossa imunidade, por isso em geral aconselho o Yakult (apesar de terem manipulações completas a se fazer e que trazem um benefício enorme para quem faz uso e realiza um tratamento).

Um dos problemas também da modernização é que o alimento da vaca já não é mais o mesmo, está todo contaminado com agrotóxicos e pesticidas, portanto estudos já encontraram a presença de:

- - Perclorato – bloqueia captação de Iodo prejudicando imensamente a Tireóide

- - Retardante de chama – PBDEs
- - Pesticidas – Disruptores endócrinos (prejudicam produção de hormônios)
- - Substâncias radioativas
- - Metais pesados


Devido à manipulação extrema das mamas das vacas, é também comum hoje que elas tenham mastites (inflamação e infecção das mamas) 
de repetição.    Resultado:

- Já foram identificados nos leites diversos tipos de antibióticos (de vaca) e isto tem sido relacionado ao aumento da resistência a antibióticos nos humanos, 

ou seja, os antibióticos de outrora deixam de fazer efeito pois o corpo já criou resistência a certos tipos dos mesmos, ou por ter feito uso anteriormente, 
ou pela ingestão “de brinde” através do leite.

Este tópico agora acredito ser aterrorizante, pois se médicos têm tanto medo de trabalhar com hormônios, deveriam se preocupar mais com a ingestão de hormônios estranhos ao corpo (e são diversos alimentos que têm este "poder"). Pois bem, no momento em que se trata a vaca com HBG e ela se torna falsamente grávida (prenha), obviamente todo um processo metabólico ocorre em seu organismo e além de produzir muito mais leite, obviamente ela tem uma produção aumentada de hormônios. 

Resultado (péssimo para o corpo de qualquer pessoa):

Já foram isolados 59 hormônios distintos no leite:
8 pituitários (hipofisários)
7 esteroidais (ou sexuais)
* 6 tireoidianos
* 11 fatores de crescimento


E falando de hormônios, existe um chamado Estrona, que é um dos tipos de Estrogênios (hormônios femininos) que está absurdamente aumentado no leite desta vaca. Estudos demonstraram que a ordenhação da vaca prenha geram níveis de Estrona aumentados em 33 vezes, além de altos níveis de BSV (Bovino Somatotropin e de rBGH (Hormônio de Crescimento Bovino recombinante com altos níveis de IGF-1 – e ainda tem profissional que aconselha a ingestão do leite de vaca e diz que o uso dentro de todo protocolo e correto do GH humano, Hormônio de Crescimento humano causa câncer... grande paradoxo, não acham?).


Concentração de Estrona no soro do leite:
- Vaca não prenhe = 30pg/ml
- Vaca prenhe (41-60 dias) = 151pg/ml
- Vaca prenhe (222-240 dias) = 1.000 pg/ml

Agora quero que vocês saibam que Estrona é um hormônio altamente proliferador e que aumentado traz desde prejuízos “leves” como proliferação de tecido gorduroso, aumento de celulite, aumento de gordura abdominal, até outros irreparáveis! E não serei eu a dizer, aqui estão os estudos para que você veja com seus próprios olhos:



CÂNCER DE PRÓSTATA

Leite não pode ser considerado um “sports drink”, não previne osteoporose e possivelmente contribui para o desenvolvimento de Doença Cardiovascular e Câncer de próstata.
Physicians Commitee for Responsible Medicine, Good Medicine 2., Spring 2001: 23.

Existe uma correlação entre ingestão de leite e câncer de próstata
Giovanucci,E. Et al. Dairy products, calcium, and vitamin D and riscks of prostate câncer. Epedemiologic Reviews 23 (2001): 87-92

 
 
O Câncer de Próstata é hormônio-dependente e, ao contrário do que muitos pensavam e pensam até hoje, estudos recentes comprovaram que seu desenvolvimento não é atribuído à testosterona, mas sim aos estrogênios. Por isso que ele ocorre nos homens já em idade avançada, os quais já tiveram um declínio praticamente total dos níveis de testosterona com aumento concomitante dos níveis de estrogênio (leia sobre Andropausa, a pausa masculina e a importância da testosterona no meu artigo:

Na medida em que o leite aumenta os níveis estrogênicos, 
estudos demonstram aumento no risco de câncer.

CÂNCER DE OVÁRIO


Harvard School of Public Health

Mulheres que tomam 2 ou mais copos de leite têm um aumento de 66% no risco de desenvolverem câncer no ovário
Peck, P. Two or more glasses of milk may raise ovarian câncer risks, still doctors aren`t advising that women stop drinking it. WebMD Medical News, May 5, 2000.

Existem cânceres de Ovário também hormônio-dependente e estrogênio-dependente, ou seja, quando se aumentam os níveis de estrogênios, estamos aumentando as chances da proliferação destes tumores malignos e ímpares na prática médica, uma vez que têm pouquíssimas chances de cura ou tratamento efetivo.

Isso sem contar o fato da maioria das mulheres usarem contraceptivos, os quais impedem a produção da progesterona pelo óvulo e corpo lúteo (pela não ovulação), perdendo a proteção deste hormônio que é fundamental para a contraposição estrogênica. (leia sobre hormônios femininos e o 
que deve ser feito, em meu artigo:

CÂNCER DE MAMA
O Câncer de mama também é estrogênio-dependente, ou seja, o estímulo deste hormônio é proliferativo para tecido mamário e consequentemente tumores de mama. Qualquer forma de aumento direto ou indireto da ação estrogênica sobre o corpo feminino, pode influenciar no desenvolvimento do câncer de mama. (e amigos, são muitos os alimentos e as substâncias derivadas dos plásticos por exemplo, que provocam este aumento. Até protetores solares - a maioria dos que vocês compram nas farmácias - contém substâncias similares aos estrogênios, chamadas xenoestrógenos).

INFARTO E ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)
 
Este estudo é alarmante e chama atenção para o leite e pra suplementação que chamo de criminosa das cápsulas com reposição de cálcio! Tais cápsulas está em propagandas nos mais variados meios de comunicação e pode ser livremente adquirida nas farmácias. Só posso concluir que a venda destas "porcarias" significa enganar descaradamente as pessoas, um verdadeiro absurdo. Eu não gostaria de imaginar que existem ainda profissionais indicando o uso destas cápsulas de cálcio sozinhas ou associadas com outros elementos...

OSTEOPOROSE

Produtos Lácteos não fazem parte da dieta na China, Japão , Vietnam ou Tailândia, no entanto os habitantes desses países têm uma das mais baixas taxas de osteoporose e fratura óssea no mundo.

Hegsted,M. Fractures, Calcium and Modern Diet. AJCN 74 (2001):571-73



Os maiores consumidores de leite do mundo (Austrália, Nova Zelândia, América do Norte e o Oeste Europeu) também têm a maior incidência de osteoporose e risco de fratura óssea!
Feskanich,D. Et al. Molk, dietary calcium and boné fractures in women: a 12-year prospective study. AJPH 87(1997):992-997.


O número de americanos diagnosticados com osteoporose aumentou 55% de 1995 a 2006

US Departamento f Health and Human Services, Agency for healthcare Research and Quality, “Osteoporosis-linked fractures rise dramatically, “September 2009: ahrq.gov/research/sep09/0909RA36.htm


Osteoporose é uma doença pediátrica com consequências geriátricas. “Dr. Duane Alexander”

Estudos demonstram que leite de vaca não protege humanos contra fraturas ósseas do modo como nos foi ensinado. De fato, o alto consumo 
pode aumentar o risco de fratura.


Freskanich,D. et al. Milk, dietary calcium and boné fractures in women: a 12-year prospective study. AJPH 87 (1997): 992-997.

Uma avaliação de 58 estudos mostrou que não há relação entre consumo 
de leite, os níveis de cálcio e saúde óssea.
Lanou, A.J. et al. Dairy products and boné health in children and Young adults: A reevaluation of the evidence. Pediatrics 115 (2005): 736-43.; News Online, “Conventional wisdom on milk questionetd, “Mar.7,2005.

Nurses Healthy Study

77.761 mulheres com idade entre 30 e 45 anos foram acompanhadas 

por 12 anos.
Análise da dieta e fraturas de rádio e fêmur (ossos da perna e coxa)
Conclusão: Mulheres que ingeriram 2 ou mais copos de leite por dia tiveram mais fraturas que aquelas ingerindo um ou menos de um copo por semana.
Fekanich,D., Willet,W. Et al. Milk, dietary calcium and boné fractures in women: a 12-year prospective study. AJPH 87 (1997):992-7.

Estudos prospectivos de longo prazo
Conclusão: a ingestão de leite de vaca e a suplementação com, cálcio não mostraram nenhum benefício na prevenção de fraturas ósseas
Owusu,W; Sillet,W.C. et al. J Nutr. 1997:127:1782-7
Freskanich,D.; Willet,W.C. et al. Am J Public Health. 1997 Jun; 87(6):992-7
Freskanich,D.; Willet,W.C. et al. Am J Clin Nutr, 2003 Feb;77 (2):504-11.



O tema Osteoporose é tratado de forma tão errada tradicionalmente na medicina, que vocês não fazem ideia da quantidade de estudos atuais mostrando as doenças provocadas pelos tratamentos para osteoporose! Ainda escreverei sobre isto, mas frente a estes poucos artigos que resumi aqui acima, já fica o alerta para que você NUNCA EM HIPÓTESE ALGUMA faça uso de cápsulas de cálcio compradas nas farmácias.


Estudo realizado em 2011 concluiu que Mulheres que fazem suplementação com cálcio têm risco aumentado em 600% para o desenvolvimento de aterosclerose, infarto do miocárdio e AVC.
Bolland MJ., Grey A., Avenell A., et al. Calcium supplements with and without vitamin D and risk of cardiovascular events; Reanalysis os women`s Health Initiative limited acces dataser and mata-analtsis. BMJ, 2011, 342:d2040.



Conclusão do estudo (obviamente): mulheres não devem fazer suplementação de cálcio para prevenção de osteoporose (e este já é o terceiro estudo a confirmar os resultados). E ainda tem gente usando, governo ou autoridades não divulgam estes estudos, comunidade médica não pesquisa, pois não dá dinheiro, não tem laboratório farmacêutico querendo ganhar em cima, e etc...


É por isso que insisto, na medicina hoje ou se faz a escolha por estudar SEMPRE e estar atento aos estudos mensalmente, ou estaremos condenando infelizmente as pessoas à terem cada vez mais problemas, é fato! E não façam uso de suplementos, mesmo que pareçam inocentes e "bobos" (como os multivitamínicos, energéticos para musculação ou cálcio por exemplo), sem a orientação de um especialista atualizado.


DIABETES

 
A Caseína é uma proteína que representa cerca de 80% do total de proteínas do leite. Existe uma correlação entre seu consumo e a incidência de Diabetes tipo I, por uma série de reações que ainda escreverei futuramente, pois ocorre com uma série de alimentos e doenças.


ÚLCERA PÉPTICA (NO ESTÔMAGO)

Sippy Diet – Um copo de leite a cada 4 horas para o tratamento de úlcera péptica. Aumento de 6 vezes na incidência do infarto do miocárdio.
Briggs, RD et al. Myocardial infarction in patients treated with Sippy and other high-milk diets. Circulation 21(1960):538-42

Muitos se lembram desta medida que foi largamente divulgada no passado. O que ninguém ficou sabendo é o resultado desastroso disto, que tenho certeza de que até hoje existem pessoas e até mesmo profissionais de saúde acreditando ser saudável e "curativa". Porque será que estas informações não são divulgadas?

LACTOSE 

A Lactose é o açúcar presente no leite. Para que possamos digeri-lo, nosso corpo possui uma enzima chamada Lactase. Mas o que acontece é que parte das pessoas não possuem esta enzima e outra grande parte, a maioria diga-se de passagem, algum dia não terá também. Deixem-me explicar a vocês; acontece que a partir dos 4 anos de idade, nosso corpo começa a ter uma diminuição progressiva da produção de lactase, consequentemente cada vez menos este açúcar será bem digerido e bem aceito por nosso corpo.


Leigos e médicos costumam conhecer a intolerância a lactose como a única forma de alergia ao açúcar do leite, entretanto existem outros níveis de hipersensibilidade aos alimentos e estes causam prejuízos à diferentes sistemas e órgãos do corpo. O problema é que as pessoas tendem a pensar que "se não tenho diarreia ou sintomas gastrintestinais", não tenho alergia a tal alimento e isto é um erro grave. Intestino é apenas um dos órgãos do corpo humano, nem sempre um alimento que nos faz mal causa sintomas neste órgão. Em outras palavras: Alimento que faz mal ao corpo, nem sempre causa diarreia! Experimente ingerir veneno de cobra; haverão consequências que podem lhe custar a vida, e não acontecerá diarreia. 

Quero que vocês saibam que estatisticamente a Hipersensibilidade ou Intolerância à Lactose acomete:

- - Afroamericanos – 75%
- Nativos Americanos – mais de 90%- Asiáticos - mais de 95%


PROBLEMAS EM CRIANÇAS


Em geral, Lactase é produzida pelo corpo até a idade de 4 anos.
Williams,SR. Nutrition and Diet Therapy, 7th Ed. (Mosby: St. Louis, 1993), p.41


O Dr. Benjamin Spock, famosa autoridade em saúde infantil cita no seu livro: Leite de vaca causa perda intestinal de sangue, alergias, indigestão e contribui para alguns casos de diabete juvenil.
Spock,B & Parker,ST. Dr. Spock`s baby and child care (New York: Pocket, 1998)




PROBLEMAS DE SAÚDE INFANTIL:
- Infecção de ouvido
- Eczema/cólica/constipação/colite
- Diabetes tipo I/ Obesidade
- Comportamento e aprendizagem
- Morte súbita (alergia)
- Asma- quanto mais leite, mais asma
- Autismo
- Beta Casomorfina-7 Esquizofrenia – Dr. R. Cade


ESCLEROSE MÚLTIPLA


 
ACNE

ENFERMIDADES QUE JÁ FORAM RELACIONADAS 
EM ESTUDOS À INGESTA DE LEITE:
- Artrite
- Enxaqueca
- Dores em geral
- Esclerose
- Acne
- Câncer de Próstata
- Câncer de Mama
- Obesidade
- Doença de Parkinson
- Infertilidade


UM PROBLEMA DE COMPOSIÇÃO


Aqui vocês podem entender um dos problemas do leite de vaca: excessos e relações entre nutrientes inapropriadas. Há sim um excesso sódio, fósforo, proteínas e cálcio. O grande problema é que tanto a proteína como o cálcio em excesso, têm pouca biodisponibilidade, ou seja, ingerimos grande parte destes não são absorvidos, causando uma sobrecarga e desequilíbrio sistêmico. Seres Humanos absorvem no máximo 32% do cálcio contido no leite de vaca.

CONTAMINAÇÃO

 

ASPECTO SÓCIO-ECONÔMICO

Agora então vamos aprofundar não só a parte médica. Como sou um cidadão e antes de médico, um ser humano que necessita dos recursos da terra para sobreviver, procurei analisar o que representa esta indústria no mundo atual:


--> Um milhão de vacas produzindo em torno de 90 bilhões 
de litros por ano, nos EUA.
--> Uma vaca:
- - produz em média 54 Kg de estrume por dia;
- - produz em média 200 Litros de metano por dia;
- - ingere em média 35 Kg de alimento por dia;
- - gasta em geral 45 galões de água por dia;
- - causa resistência antibiótica.


Sei que existe por trás, um problema muito grande que envolve aqueles produtores de leite que vivem desta atividade e que não são culpados em hipótese alguma por toda problemática acerca deste elemento. Sei também que é um "alimento" acessível às classes desprivilegiadas e que de fato o Brasil não está preparado como um todo para resolver esta situação. Entretanto, também não posso como médico, deixar de informar aqueles que não são culpados por tudo que a indústria criou a respeito do leite. Penso em saúde, em envelhecer sem adoecer e com qualidade corporal e metabólica, portanto não posso simplesmente negar ou omitir este conhecimento, sabendo que milhões de pessoas estão sendo enganadas. Mais do que isto, crianças estão sendo praticamente envenenadas diariamente 
com toxinas e hormônios de outra espécie. 

Nessas horas eu acho engraçado ouvir de profissionais de saúde que têm medo de hormônios, se não têm nem sequer preocupação com essa quantidade absurda de hormônios no leite da vaca, alimentos de soja, mamadeiras, garrafas e copos de plástico e etc...

Acho que já me estendi demais, mas realmente o tema é complexo e procurei colocar parte das fontes pesquisadas por mim afim de não deixar dúvidas aos que me acompanham. Agora é minha vez de perguntar a vocês:
Será que eu precisava escrever tanta informação para demonstrar os malefícios de nosso leite de vaca, ou só uma pequena parte já seria o suficiente para provar a vocês que não é nem nunca foi uma boa opção?
Quem são os responsáveis por toda esta seqüência de equívocos e mentiras que culminaram na ideia de que Leite é sinônimo de saúde?
Quantas milhares de pessoas estão sendo enganadas por aí e sendo prejudicadas com este "alimento"? 
E o mais preocupante que são as crianças meus amigos? Será que não está óbvio até para quem não quer enxergar, que elas estão ficando cada vez mais expostas a alergias e doenças?

Olha, perguntas não me faltam, mas faço a vocês para que reflitam, 
pois eu sei exatamente as respostas...

Agora quero dizer também que para que alguém possa contradizer o leite, e demonstrar que é um alimento saudável, terá que trazer estudos mostrando que os benefícios superam tudo isto que coloquei aqui. E sou aberto a opiniões e estudos, tanto é que procuro sempre estar atualizado, mas sobre este tema garanto a vocês que será bem difícil, vocês não acham?

Eu gostaria muito que vocês refletissem também a respeito do bombardeio de informações enganosas e ignorantes que recebemos nos meios de comunicação de pessoas supostamente atualizadas e informadas sobre alimentos e sobre o leite. A meu ver, é inaceitável e costumo dizer o seguinte: ou o profissional se atualiza e tem certeza do que está dizendo, ou é mais bonito, mais humilde e honesto dizer sinceramente que não tem certeza do que está falando. Vejo tanta coisa absurda jogada na mídia que chega a dar uma tristeza profunda.


Não vou me aprofundar ainda mais (sei que o artigo é looooongo, mas não teve jeito porque o tema é um paradigma), porém existe dois movimentos no mundo atual (N. Zelândia principalmente) em criar a Vaca 1 e a Vaca 2, bem como não tratar com hBG um tipo de vaca, para diminuir os problemas, então talvez vocês vejam isto acontecer num futuro distante aqui no Brasil. A tentativa é de não ter tantos hormônios e não estar presente também o grande problema da Beta Caso Morfina 7 ( presente no leite que ingerimos e pode causar Esquizofrenia e Diabetes). 

Digo a vocês que são livros que realmente deveriam fazer parte do consultório de TODO profissional de saúde. É isso que tanto insisto, na prevenção, em trabalhar para que a doença não aconteça. 

Meus familiares, meus pacientes e muitos amigos também, já foram informados sobre tudo isto há muito tempo. Sinto muito que este é somente um dos alimentos considerados saudáveis, que a ciência da Nutrigenética e a Anti-Aging Medicine já desmistificaram. Espero que aos poucos eu consiga ir escrevendo sobre temas fundamentais e que possam fazer 
diferença em suas vidas. 

Antes de terminar, gostaria de dizer que adoraria esclarecer dúvidas específicas de cada pessoa que me acompanha, mas espero que entendam que é humanamente impossível. Recebo centenas de emails e procuro responder as pessoas na medida do possível, mas obviamente tenho muitos pacientes aos quais necessito me fazer presente e disponível, portanto já me desculpo aqui pelos que me escreveram e não consigo responder. Minha vida é corrida, então encontro tempo para estudar e escrever em pontes aéreas, dentro de aviões, de noite após dias longos de trabalho, perdendo finais de semana e aí por diante. Em minha prática médica dedico praticamente 80% do meu tempo de consultório e clínica para cirurgia plástica e procedimentos, e 20% para esta ciência que me fascina, a área da Medicina Antienvelhecimento, a qual me dá muito mais prazer do que remuneração comparado com a Plástica. Entretanto me toma quase 2 horas por consulta. 

Resumindo, meu tempo é realmente curto e se não respondo a todos, é por estes motivos e nunca por falta de vontade. Em meu coração existe uma motivação maior em agradecer a Deus por todas as oportunidades que tive e pela vida que tenho, servindo como voz ativa na saúde e procurando ajudar as pessoas.
Produtos Lácteos têm sido considerados alimentos saudáveis e isso, infelizmente é apenas um mito. “T. Colin Campbell”

E agora, o que dizer para aqueles que têm coragem de falar em rede nacional sobre a importância de se ingerir o Leite? Imaginem a tristeza que sinto ao ter que ouvir isto e saber da quantidade de pessoas que estão acreditando piamente naquela informação, final de contas o profissional estava na TV, ou Revista...


Dentre os estudos e livros que estudei, recomendo os seguintes:

- "WhiteWash" do pesquisador Joseph Keon




- "Your Life in Your Hands" da pesquisadora Jane Plant




- "Milk, the Deadly Poison"de Robert Cohen




- "Devil in the Milk" do Dr. Thomas Cowan




* Este para quem deseja saber como fazer alimentos sem leite: 
- "The Milk-Free Kitchen"- de Beth Kidder
* existem dezenas como este no mercado!

by  Solrac

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